Me apresentando: costumava ser um DevOps (programador e Web Designer, portanto já vinha com uma noção de cores, formas e visão sistêmica das coisas) antes de meio que abandonar a carreira de 10 anos e passar a criar arte esotérica para fins pessoais (espirituais, sendo eu um seguidor e praticante de um Caminho da Mão Esquerda sincrético) há pouco mais de um ano atrás. Inicialmente fazia desenho no celular, às vezes (raras vezes) no papel. Então há 4 meses atrás passei a mexer com Blender, um programa para modelagem e animação tridimensional, onde também é possível esculpir, fazer esculturas digitais.Uma das primeiras esculturas digitais que fiz foi essa corujinha, inspirada visualmente em uma coruja de verdade (uma , ou "Western Screech-Owl"; aqui no Brasil não tem essa espécie, o nome brasileiro mais próximo seria "corujinha-do-mato ocidental") que encontrei numa foto do Macaulay Library (um site com informações e milhares de fotos de aves, incluindo Strigiformes/corujas).Modelei ela do zero a partir de duas (, vamos dizer assim,) bolinhas de massa de modelar digital, uma bolinha para o corpo e outra para a asa, depois pintei à mão uma textura nessa escultura, implantei pêlos (na verdade seria "penas" mas fazer "pena" no Blender é mais trabalhoso) e finalmente botei um esqueleto pelo qual ela se tornou viva (podendo ser posicionada, gesticular, mexer as asas, voar, etc). Fiz também olhos com (a camada ocular presente em "olho de gato" que brilha quando tem luz na direção dos olhos) e pupilas que dilatam/contraem (como se fossem olhos de verdade). Foi minha primeira escultura e personagem digital bem-sucedida, com a qual fiz várias cenas e curtas animações. Em uma dessas cenas, coloquei-a pousada em um galho de árvore, em meio a uma densa floresta no outono (quando as folhas ficam alaranjadas), ao lado de uma Lua crescente. Pousada com uma das patas, ela está levantando um minúsculo e delicado camundongo (pra quem não sabe, corujas têm, entre outras presas, os roedores, e são simplesmente implacáveis e majestosas ao caçá-los em voos silenciosos e friamente calculados) com a outra pata, ao nível da barriga, olhando em direção ao ratinho entre suas garras. (As árvores e o ratinho não fui eu quem fiz, foram modelos que baixei do Commons/Domínio Público).Geralmente, quem trabalha com 3D planeja as cenas no papel. No meu caso, porém, foi o contrário: eu tinha feito essa cena semana passada, e então decidi pegar um velho caderno de desenho (onde cheguei a fazer outros desenhos esotéricos), vários lápis de cor, e re-fiz a arte digital no papel. Não tracei por cima da tela, tentei desenhar aquilo que meus olhos viam na tela.E esse foi o resultado. A pata com o ratinho ficou um pouco mais pra cima do que o que deveria, mas, enfim, falta-me prática porque estou mais acostumado com arte digital.O que acharam da arte? Qual ficou melhor, o meu "rabisco" (que não é bem rabisco) no caderno ou a cena originalmente digital?Obs: vai ter um comentário meu com fotos e informações adicionais na seção de comentários dessa postagem.Obs.2: estou ciente que o Rabisquarta é pra desenho no papel. Embora essa postagem traz meu desenho que fiz no papel, eu costumo, como falei, fazer desenho no computador. Teria alguma comunidade aqui no Lemmy Brasil para arte digital feita por humano (em outras palavras, e vale aqui ressaltar, NÃO É arte generativa/inteligência artificial), será que a comunidade Arte aceita desenhos feitos no celular e/ou cenas e animações 3D feitas no Blender? Tenho nesse caderno outros desenhos-rabiscos que fiz no passado, desenhos que fiz sem referência visual do computador, vou ver de repente postá-los também.#arsritualistemplii #rabisquarta